Primeira rede de conversas gruparianas: Onde os nômades encontram suas armas
DOI:
https://doi.org/10.14571/brajets.v18.n4.1469-1482Palavras-chave:
TIC na Educação, Cartografia, GRUPAR, EncontroResumo
Este artigo cartografa os temas que emergiram nas trocas de um dos grupos da I Rede de Conversas Gruparianas – Rede: Docências, Cultura Digital e Educação, promovida pelo GRUPAR/UNIRIO entre 29 e 31 de agosto de 2022. Tomamos o encontro como artefato cultural-discursivo e o corpus como amostragem contingente: os resumos expandidos publicados nos anais e as discussões públicas do grupo. Metodologicamente, adotamos a cartografia (Deleuze & Guattari, 1996; Kastrup, 2009), realizando leituras sucessivas, elaboração de memos analíticos e quadros sinóticos, a partir dos quais emergiram três vetores de análise. Os achados indicam recorrências em: (1) políticas e usos de TIC/TDIC na escola, com tensões entre prescrições macro e arranjos microlocais; (2) desigualdades de acesso e infraestrutura, que reconfiguram (sem impedir) práticas inventivas por meio de reuso de dispositivos, curadorias locais e sequências híbridas de baixo custo; e (3) formação e reinvenção docente, com ênfase em formação contínua em serviço, comunidades de aprendizagem e mediações que articulam dimensões éticas e estéticas do fazer pedagógico. Como respostas possíveis, destacam-se: coparticipação estudantil (coautoria), foco em interesses e habilidades dos alunos, responsabilidade pública no uso das tecnologias e mediação partilhada. O estudo não pretende exaustividade nem representatividade estatística; oferece um mapa situado que torna visíveis linhas duras (estabilizações) e linhas de fuga (invenções) nas relações entre escola e tecnologias. Aponta, ainda, implicações para políticas de uso, organização de infraestrutura e formação docente, além de trilhas para pesquisas comparativas, longitudinais e interventivas.
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