A perspectiva dos estudos em ciência, tecnologia e sociedade para o letramento digital: Ações para promover a participação de docentes
DOI:
https://doi.org/10.14571/brajets.v18.n4.1483-1497Palavras-chave:
ciência, tecnologia, sociedade, letramento digital, diálogoResumo
Este artigo aborda os aspectos e as implicações sociais da tecnologia, a partir do campo da Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), visando contribuir para a formação crítica de docentes sobre letramento digital. O contexto da investigação está inserido dentro de um projeto de pesquisa, que é uma parceria entre uma universidade pública e uma instituição que realiza atividades com crianças no contraturno escolar. O objetivo deste artigo foi investigar a desmistificação da tecnologia por meio da reflexão em torno de conceitos de Ciência, Tecnologia e Sociedade – não neutralidade, não linearidade, não determinismo tecnológico e participação – em oficinas participativas. Os resultados mostraram que os participantes das oficinas desenvolveram novas potencialidades ao associar os conceitos teóricos de CTS a uma compreensão crítica acerca da tecnologia à realidade da sala de aula.
Referências
"Angotti, J. A. P. (2015) Ensino de Física com TDIC. UFSC/EAD/CFM/CED.
Auler, D. (2011) Novos caminhos para a educação CTS: ampliando a participação. In Santos, W. L. P., & Auler, D. (Eds.), CTS e educação científica: desafios, tendências e resultados de pesquisas (pp. 73-97). Editora Universidade de Brasília.
Bardin, L. (2015) Análise de Conteúdo. Edições 70.
Bødker, S., & Kyng, M. (2018) Participatory design that matters—Facing the big issues. ACM Transactions on Computer-Human Interaction (TOCHI), 25(1), 1-31. https://doi.org/10.1145/3152421
______. (2019). Ministério da Educação. Resolução CNE/CP n.2, de 20 de dezembro de 2019. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação). MEC/CNE/CP. https://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=135951-rcp002-19&category_slug=dezembro-2019-pdf&Itemid=30192
Cruz Junior, G. (2020) Politizando o digital: Contribuições para a crítica das relações entre educação e tecnologias. Revista e-Curriculum, 18(3), 1509-1530. https://doi.org/10.23925/1809-3876.2020v18i3p1509-1530
Cupani, A. (2016) A questão do determinismo tecnológico. In Filosofia da Tecnologia: um convite (3a ed., pp. 201-226). Editora da UFSC.
Ellul, J. (1954) The technological society. Vintage Books.
Fabri, F., & Silveira, R. F. (2013) O Ensino De Ciências nos anos iniciais do Ensino Fundamental sob a ótica CTS: uma proposta de trabalho diante dos artefatos tecnológicos que norteiam o cotidiano dos alunos. Investigações em Ensino de Ciências, 18(1), 77-105. https://ienci.if.ufrgs.br/index.php/ienci/article/view/161
Feenberg, A. (2013) O que é a Filosofia da Tecnologia? In Neder, R. T. (Org.) A teoria crítica de Andrew Feenberg: racionalização democrática, poder e tecnologia (pp. 49-66). Observatório do Movimento pela Tecnologia Social na América Latina/CDS/UnB/Capes.
Freire, P. (1992) Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do oprimido. Paz e Terra.
Freire, P. (1996) Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Paz e Terra.
Freire, P. (2005) Pedagogia do Oprimido. Paz e Terra.
Freire, P., & Macedo, D. (2011) Alfabetização: leitura do mundo, leitura da palavra. Paz e Terra.
Freire, P., & Shor, I. (1986) Medo e ousadia: o cotidiano do professor. Paz e Terra.
hooks, B. (2003) Ensinando a Comunidade: uma Pedagogia de Esperança. Routledge.
Linsingen, I. V., Bazzo, W. A., & Pereira, L. T. (2003) Introdução aos estudos CTS: ciência, tecnologia e sociedade. OEI, (Cadernos de Ibero-América).
Montero, M. (2004) Introducción a la psicología comunitaria: Desarrollo, conceptos y procesos. Editorial Paidós.
Montero, M. (2015) De la otredad a la praxis liberadora: la construcción de métodos para la conciencia. Estudos de Psicologia, 32(1), 141-149. https://doi.org/10.1590/0103-166X2015000100013
Muller, M. J., Haslwanter, J. D., & Dayton, T. (1997) Participatory Practices in the Software Lifecycle. In Helander, M G., Landauer, T. K., & Prabhu, P. V. (Eds.), Handbook of Human-Computer Interaction (pp. 255-297). Elsevier Science.
Pacheco, J. F. (1995) Contributos para a compreensão dos círculos de estudo. [Master’s thesis, Universidade do Porto]. https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/53850
Pinch, T. J., & Bijker, E. (1984) The Social Construction of Facts and Artefacts: or How the Sociology of Science and the Sociology of Technology might Benefit Each Other. Social Studies of Science, 14, 399-441. https://www.jstor.org/stable/285355
Winner, L. (1980) Do Artifacts Have Politics? In The Whale and the Reactor – A Search for Limits in an Age of High Technology (pp. 19-39). The University of Chicago Press."
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Vânia de Sales Porcote Mazzari, Marilia Abrahão Amaral, Leonelo Dell Anhol Almeida, Michelle Regina Alves dos Santos

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License. A revista segue a política para Periódicos de Acesso Livre, oferecendo acesso livre, imediato e gratuito ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona mais democratização internacional do conhecimento. Por isso, não se aplica taxas, sejam elas para submissão, avaliação, publicação, visualização ou downloads dos artigos. Além disso, a revista segue a licença Creative Common (CC BY) permitindo qualquer divulgação do artigo, desde que sejam referenciados o artigo original. Neste sentido, os autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos: A) Os autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License (CC BY), permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista. B) Autores têm autorização para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional e não institucional, bem como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista. C) Autores sãoo estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: repositórios online ou na sua página pessoal), bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
