Procrastinação acadêmica: estudo transversal em uma instituição privada de ensino superior
DOI:
https://doi.org/10.14571/brajets.v18.n4.1405-1414Palavras-chave:
Procrastinação, Fracasso Acadêmico, Universidades, desempenho acadêmicoResumo
Introdução: A procrastinação é ato voluntário de adiar a execução de uma tarefa, seja aprazando seu início ou delongando sua finalização. Objetivo: Este artigo objetivou apresentar analisar a procrastinação em acadêmicos de todas as graduações da Faculdade de Ciências da Saúde de Unaí- FACISA. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa quantitativa transversal. A coleta de dados ocorreu de outubro a novembro de 2023 com um questionário composto de questões demográficas; a Escala de Motivos da Procrastinação Acadêmica (EMPA); e avaliação do sentimento mais comum ao procrastinar. A análise dos dados consistiu de estatísticas descritivas com apresentação das frequências absolutas, relativas, média e desvio padrão com intervalo de confiança 95% (IC95%). Resultados: O estudo teve a participação de 251 acadêmicos dos cursos de Psicologia, Enfermagem, Medicina Veterinária, Farmácia e Fisioterapia. Observou-se maior participação de mulheres e idade média dos participantes de 23,61 anos (DP=6,05). Os participantes relataram sentir ansiedade e culpa ao procrastinar. As mulheres apresentam maiores médias de procrastinação nos itens “trabalhos” (3,70; DP=1,51), “exercícios” (3,22; DP=1,14) e “estudo” (3,19; DP=1,19), enquanto que os homens obtiveram maiores médias no item “provas” (3,50; DP=1,43). Os principais motivos para a procrastinação foram o cansaço, falta de tempo e preguiça. Conclusão: Assim, este estudo contribui para a compreensão das dinâmicas de procrastinação no ambiente acadêmico e destaca a necessidade de estratégias direcionadas para mitigar esse comportamento prejudicial no âmbito do ensino superior.
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