Carlos Paredes e a guitarra portuguesa: invenções da nossa terra
DOI:
https://doi.org/10.14571/brajets.v18.n4.1349-1359Palavras-chave:
Carlos Paredes, guitarra portuguesa, tradição portuguesa, tradição popular, fadoResumo
Este artigo centra-se na figura e na obra musical de Carlos Paredes e estabelece uma breve viagem em torno da sua vida. Símbolo inquestionável da guitarra portuguesa, compositor de raros recursos criativos, partindo dos elementos identitários tradicionais e do fado de Coimbra, perspetivou novos horizontes e atmosferas sonoras tão únicas e distintas, tão coletivas e, verdadeiramente, tão nossas. Cúmplice da liberdade, Carlos Paredes, parte do seu contexto e das suas vivências para uma composição tão genuína e enraizada na terra em constante movimento perpétuo vinculada aos verdes anos. A sua importância reserva-lhe um lugar de destaque na história da música popular em Portugal e o seu legado transcende fronteiras e arrasta movimentos sonoros característicos e expressivos em jeito de saudade. A obra de Carlos Paredes é universal, constitui um marco referencial na tradição musical portuguesa, fazendo parte da memória coletiva do povo e da sua identidade, enquanto património cultural. O seu trabalho, indissociável da guitarra, do músico e da música, reinventou uma linguagem musical particular que o popularizou sem vaidade e inscreveu a guitarra portuguesa nos quatro cantos do mundo.
Referências
Azevedo, S. (2003). Carlos Paredes: A guitarra é uma mulher. Campo das Letras.
Brandão, L. (2017). Carlos Paredes, o homem dos mil dedos. https://comunidadeculturaearte.com/carlos-paredes-o-homem-dos-mil-dedos/
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. (n.d.). Música – Prémio Carlos Paredes. Recuperado em 4 de fevereiro de 2025, de https://www.cm-vfxira.pt/viver/cultura/premios-municipais/musica-premio-carlos-paredes
Decreto-Lei n.º 310/83, de 1 de julho. Insere o ensino artístico nos moldes gerais de ensino em vigor através da reconversão dos Conservatórios de Música em Escolas Básicas e Secundárias, criando as respetivas Escolas Superiores de Música inseridas na estrutura de Ensino Superior Politécnico. Diário da República, n.º 149/1983, Série I. Recuperado em 10 de janeiro de 2025, de https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/310-1983-452686
Decreto-Lei n.º 26/89, de 21 de janeiro. Cria as escolas profissionais no âmbito do ensino não superior. Diário da República, n.º 18/1989, Série I. Recuperado em 25 de janeiro de 2025, de https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/26-89-1989-609609
Despacho n.º 8151/2024, de 23 de julho. Constitui o Grupo de Trabalho para as Comemorações dos 100 Anos do Nascimento de Carlos Paredes. Diário da República, n.º 141/2024, Série II. Recuperado em 15 de fevereiro de 2025, de https://dre.tretas.org/dre/5823659/despacho-8151-2024-de-23-de-julho
Freire, P. (1970). Pedagogia do oprimido. Paz e Terra.
Green, L. (2008). Music, informal learning and the school: A new classroom pedagogy. Ashgate.
Júnior, J. P. (2025). Carlos Paredes Desconhecido. Visão, (1667), 30-41.
Letria, J. J. (2021). A Arte de Ser Português com Génio e Assombro. In P. S. dos Santos (Ed.), Amigo Paredes pp. 11-18. Coimbra: Althum.com.
Lima, T. (2022). Paredes na lente subversiva de Edgar Pêra: Paredes in the subversive lens of Edgar Pêra. Rotura – Revista De Comunicação, Cultura E Artes, 2(1), 79-84. https://doi.org/10.34623/4nny-9h50
Machado, M. (2021). Uma Guitarra e o seu Génio. In P. S. dos Santos (Ed.), Amigo Paredes p. 9. Coimbra: Althum. com.
Madureira, M. J. (2024). Crónica de Um Guitarrista Amador. https://www.cinemateca.pt/CinematecaSite/media/Documentos/2024-01-26_CARLOS-PAREDES-CRONICA-DE-UM-GUITARRISTA-AMADOR-DE-NOVO-0O-CAPITOLIO.pdf
Mangorrinha, J. (2024, 14 de março). #3 “Verdes anos” (Pedro Tamen / Carlos Paredes), Teresa Paula Brito, 1963. A cor dos anos 60 em Portugal. Diário de Notícias, Cultura. https://www.dn.pt/cultura/3-verdes-anos-pedro-tamen-carlos-paredes-teresa-paula-brito-1963
Morais, D. (2007). A guitarra portuguesa e a sua evolução histórica. INET-md/Universidade Nova.
Morgado, S. D. L. (2022). Objeto expositivo evocativo de uma performance de Carlos Paredes. [Dissertação de Mestrado em Design e Multimédia]. Universidade de Coimbra. https://hdl.handle.net/10316/102999
Mota, S. R. de S. (2023). “Guitarra com gente dentro”: para uma reflexão crítica sobre as práticas colaborativas de Carlos Paredes – o caso de invenções livres. [Dissertação de Mestrado em Estudos Artísticos]. Universidade de Coimbra. https://hdl.handle.net/10316/111633
Museu do Fado. (2000). Estar com Paredes. Lisboa: CML/EBAHL. https://www.museudofado.pt/fado/personalidade/carlos-paredes
Nery, R. V. (2004). Para uma história do fado. Público/Círculo de Leitores.
Paredes, C. (1983). Diário de Lisboa.
Paredes, C. (1988). Diário de Notícias.
Pinto, D. V. (2025). Carlos Paredes e a ressurreição de um instrumento cadaverizado. https://sol.sapo.pt/2025/02/20/carlos-paredes-e-a-ressurreicao-de-um-instrumento-cadaverizado/
Reimer, B. (2003). A philosophy of music education: Advancing the vision (3rd ed.). Prentice Hall.
Ribeiro, A. J. P., & Vieira, M. H. (2016). The subsystem of specialized music education in Portugal since 1983: The process of integration into the general education system. International Journal of Music Education, 34 (3), 311-323. https://doi.org/10.1177/0255761415619424
Santos, P. S. dos. (2021). Amigo Paredes. Coimbra: Althum.com.
Sardo, S. (2010). Música e identidade: uma abordagem etnomusicológica. In S. C. Branco (Coord.), Enciclopédia da música em Portugal no século XX (Vol. II, pp. 621–627). Círculo de Leitores.
Silva, M. D. (2012). Estéticas e políticas da música portuguesa no século XX. Colibri.
Swanwick, K. (1999). Teaching music musically (2nd ed.). Routledge.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 António José Pacheco Ribeiro

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License. A revista segue a política para Periódicos de Acesso Livre, oferecendo acesso livre, imediato e gratuito ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona mais democratização internacional do conhecimento. Por isso, não se aplica taxas, sejam elas para submissão, avaliação, publicação, visualização ou downloads dos artigos. Além disso, a revista segue a licença Creative Common (CC BY) permitindo qualquer divulgação do artigo, desde que sejam referenciados o artigo original. Neste sentido, os autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos: A) Os autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License (CC BY), permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista. B) Autores têm autorização para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional e não institucional, bem como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista. C) Autores sãoo estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: repositórios online ou na sua página pessoal), bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
