SEXUAL EDUCATION AND TEACHING AT SCHOOL INCLUSION: SOCIAL COMMITMENTS OF SCIENCE TEACHING

Andreia Lelis Pena, Juliana Eugênia Caixeta, Gerson de Souza Mól

Abstract


Science Education must assume its social commitment to Sexual Education and Inclusion, because it is responsible for the elaboration of pedagogical contexts that enable the construction of scientific concepts related to body and sexuality. In order to do so, science education must position human sexuality as a complex phenomenon, whose teaching must consider biological, psychological and social phenomena, and contemplate diversity as inherent in human groups. In this work, we seek to investigate the perception of Science teachers about Sexual Education and the understandings about the sexuality of students with specific needs, in inclusive schools of the Federal District. The relevance of this research is anchored in three aspects: first, the invisibility of the theoretical and methodological discussion that articulates sexuality and disability; according to the repercussion of this invisibility in the non-teaching and; third, in the possibilities of initial and continued training of science teachers in the subject matter. It was a qualitative investigation whose information was generated through semi-structured interviews with eight teachers and analyzed with the support of WQDA software. The teachers' perceptions about the sexuality of people with disabilities, outlined in this research, showed advances on the one hand, that is, on the recognition of many teachers that people with disabilities are subjects of desire; but also stagnation, when there are still teachers who have not been able to recognize their sexuality or how to act in the classroom in order to approach different ways of being and living together, considering sexuality. The analyzes presented reveal the importance of planning proposals for initial and continuing training for Science teachers, with a view to meeting the social commitments of Science Education towards inclusive and sexual education, which implies in defending and promoting the essential right to education person to human development in its entirety, including sexuality and its teaching, in a plural and bio-social perspective.

References


Branco, A. U.; Rocha, R. F. da. (1998). A questão da metodologia na investigação científica do desenvolvimento humano. Psicologia: teoria e pesquisa, 14(3), 251-258.

Caixeta, J.E., Costa, B.C.A. da, Lima, L.M. de, Silva, R. do C., Alves, E.B. dos S., Gomes, E.L., Silva, R.L.J. da, Sousa, M. do A. de, & Santos, P.F. (2018). O que eu sou capaz de fazer por alguém que eu não conheço? Uma pesquisa sobre experiências em atuação solidária. Atas. Congresso Iberoamericano de Investigação Qualitativa. Investigação Qualitativa em Educação, v.1, p. 278-287. Acessado em 30.01.2019.

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. (1998). Brasília. Recuperado em 10 abril 2007.

Costa, A. P., & Amado, J. Análise de conteúdo suportada por software. Portugal: Ludomedia, 2018.

Fernandes, I. (2004). A questão da diversidade da condição humana na sociedade. ADPPUCRS, Porto Alegre, 5, 77-86, dezembro.

Foucault, M. (2012). História da Sexualidade I: A vontade de saber. São Paulo: Graal.

Freud, S. FREUD, S. (1905). Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. Paris, Gallimard.

Furlani, J. (2011). Educação Sexual na Sala de Aula: relações de gênero, oreintação sexual e igualdade etnico-racial numa proposta de respeito as diferenças. Belo Horizonte: Autêntica.

Figueiró, M. N. D. (2006). Educação Sexual: como ensinar no espaço da escola. Revista Linhas, 7(1), 1-21.

Glat, R. (1992). A Sexualidade da Pessoa com Deficiência Mental. Revista Brasileira de Educação Especial, 1, 65–74.

Kupfer, M. C. (1989). Freud e a educação. O mestre do impossível. São Paulo: Scipione.

Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (1996). Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília. 1996.

Lei n° 13.146, de 6 de Julho de 2015 (2015). Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília: Casa Civil.

Maciel, D. A., & Raposo, M. B. T. (2015). Metodologia e construção do conhecimento: contribuições para o estudo da inclusão. Em: Maciel, D. A., & Barbato, S. (orgs.). Desenvolvimento Humano, Educação e Inclusão Escolar (p. 77-106). Brasília: EdUnB.

Madureira, A. F. A., & Branco, A. M. C. U. A. (2007). Identidades sexuais não-homogêneas: processo identitário e estratégias para lidar com o preconceito. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 23(1), 81-90.

Maia, A. C. B. (2011). Inclusão e sexualidade na voz de pessoas com deficiência física. Curitiba: Juruá.

Maia, A. C. B., & Aranha, M. S. F. (2005). Relatos de professores sobre manifestações sexuais de alunos com deficiência no contexto escolar. Interação em Psicologia, 9(1), p. 1–13.

Marinho-Araújo, C. (2014). Concepções psicológicas sobre o desenvolvimento humano e o processo ensino-aprendizagem. Em Bisinoto, C. (Org.). (2014). Docência na Socioeduação (pp. 50-53). Brasília: Universidade de Brasília.

Marinho-Araújo, C. M., & Almeida, L. S. (2016). Abordagem de competências, desenvolvimento humano e educação superior. Psicologia: Teoria e Pesquisa, Brasília, 32(n.esp.),1-10.

Ministério da Educação. (1997a). Parâmetros Curriculares Nacionais: ciências naturais: terceiro e quarto ciclos. Brasília: MEC/SEF.

Ministério da Educação. (1997b). Parâmetros Curriculares Nacionais: pluralidade cultural, orientação sexual. Brasília, DF: MEC/SEF.

Ministério da Educação. (2018). Base Nacional Comum Curricular. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília, DF.

Ministério da Saúde (2009). Direitos Sexuais e Reprodutivos na Integralidade da Atenção à Saúde de Pessoas com Deficiência. Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília: MS.

Mól, G. de S. (2017). Pesquisa qualitativa em ensino de química. Revista Pesquisa Qualitativa, 5(9), 495-513.

Orlandi, R., & Garcia, R. A. G. (2017). Educação sexual e deficiência intelectual: desafios educacionais na efetivação dos direitos sexuais. 10 Encontro Internacional de Formação de Professores. Anais. Aracaju: ENFOPE.

Pena, A.L. (2015). Narrativas autobiográficas e formação de educadores sexuais. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências. Universidade de Brasília, Brasília.

Pena, A.L., Mól, G.S., & Caixeta, J.E. (2018, julho). Percepções de Professores de Ciências quanto a Educação para a Sexualidade na Escola Inclusiva. Anais do Congresso Iberoamericano de Investigação, Investigação Qualitativa em Educação, v.1. Fortaleza, Brasil.

Ribeiro, J. C. C. (2002). Deficiência mental leve: um estudo sobre as concepções da deficiência frente a perspectiva inclusive. Dissertação de Mestrado, Universidade de Brasília, Brasília.

Silva, C. C. (2017). Religião, família, formação e profissão: a amálgama no processo de significação das concepções de gênero em professores. Dissertação de Mestrado, Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde, Universidade de Brasília, Brasília.

Sousa, M. do A.; Caixeta, J.E.; Santos, P.F. (2016). A metodologia qualitativa na promoção de contextos educacionais potencializadores de inclusão. Indagatio Didactica, 8 (3), 94- 108.

UNESCO. (1994). Declaração de Salamanca e Enquadramento da Ação na Área das Necessidades Educativas Especiais. Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais: Acesso e Qualidade. Salamanca.

Vasconcelos, M.C.C. dos. Corpo e ensino de ciências: favorencendo (auto)percepção do corpo e contribuindo para aprendizagens engajadas. Trabalho de Conclusão de Curso, Faculdade UnB Planaltina, Planaltina, 2019.

Vigostsky, L. S. (1989). A formação social da mente. São Paulo: Martins Pena.

Vigostsky, L. S. (1995). Tratado de Defectologia. Obras Completas. Havana: Pueblo y Educación, v. 5.

Vigotski, L. S. (2011). A defectologia e o estudo do desenvolvimento e da educação da criança anormal. Educação e Pesquisa, 37(4), 863-869. https://dx.doi.org/10.1590/S1517-97022011000400012.

Werneck, C. (2003). Você é gente? O direito de nunca ser questionado sobre o seu valor humano. Rio de Janeiro: WVA.

Yin, R. K. (2016). Pesquisa qualitativa do início ao fim. Penso Editora.




DOI: https://doi.org/10.14571/brajets.v12.n3.245-257



Licensed under :

Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution 3.0 Unported License.

----------------------------------------------------------------------

Indexing, Scientific Societies and Directories

Logo CAPES Logo periodicos.CAPES Logo Google Scholar

Logo GIF Logo Latindex Logo BASE Logo PKP

Logo DIADORIM Logo IBICT Logo SIS

Logo Gaudeamus Logo ROAD Logo DOAJ