Educação a distância e online em Moçambique: desafios enfrentados por estudantes no ensino superior
DOI:
https://doi.org/10.14571/brajets.v18.n4.1387-1404Palavras-chave:
Ensino a Distância e Online, Desafios, MoçambiqueResumo
Em Moçambique, a Educação a Distância e Online (EaDO) enfrenta desafios relacionados com a preparação dos estudantes para a dinâmica que caracteriza essa modalidade de educação. Neste contexto, o presente estudo busca compreender a natureza dos desafios enfrentados pelos estudantes no processo instrucional. As teorias de equivalência e de educação online constituem o suporte teórico. A metodologia foi mista e a amostra é constituída por 2067 estudantes de diferentes programas de licenciatura em uma universidade moçambicana. Os dados foram recolhidos através de um inquérito que decorreu no primeiro e no segundo semestres de 2023. O estudo recorre a técnicas de análise do conteúdo e de comparação. Os resultados indicam quatro categorias de dificuldades: o problema de acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), a ineficácia dos mecanismos de interação entre os estudantes e seus tutores, as estratégias inadequadas para viabilizar a EaDO, e a falta de disponibilidade do estudante. As primeiras duas categorias de dificuldades revelam-se as que apoquentam maior número de estudantes. Concluiu-se que a EaDO necessita de uma preparação adequada de todos os agentes envolvidos e que o uso das TIC é fundamental para uma prática educativa relevante.
Referências
Ally, M. (2008). Foundations of educational theory for online learning. In T. Anderson (Ed.). The theory and practice of online learning (p. 15-44). Canada: Au Press.
Al-Maqbali, A. H. & Al-Shamsi, A. (2023). Assessment strategies in online learning environments during the COVID-19 pandemic in Oman. Journal of University Teaching & Learning Practice, 20(5), 8-21. https://doi.org/10.53761/1.20.5.08.
Alves, L. (2011). Educação a distância: conceitos e história no Brasil e no mundo. RBAAD-Associação Brasileira de Educação a Distância, 10, 83-92.
Amante, L. & Oliveira, I. (2019). Avaliação e feedback. Desafios atuais. Lisboa: Universidade Aberta.
Anderson, T. (2003). Modes of interaction in distance education: Recent developments and research questions. In M. G. Moore & W. G. Anderson (Eds.). Handbook of Distance Education (p. 129-147). New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates, Inc., Publishers.
Anderson, T. (2008a). Towards a theory of online learning. In T. Anderson (Ed.). The theory and practice of online learning (p. 45-75). Canada: Au Press.
Anderson, T. (2008b). Teaching in an online learning context. In T. Anderson (Ed.). The theory and practice of online learning (p. 343-366). Canada: Au Press.
Bates, T. (2017). Educar na era digital [livro eletrônico]: design, ensino e aprendizagem. São Paulo: Artesanato Educacional (coleção tecnologia educacional 8).
Chacón, E. A. (2024). Modelo ADDIE: A fórmula ideal para a criação de conteúdo de e-learning. Disponível em https://www.iseazy.com/br/blog/modelo-addie/.
Coimbra, R. & Miguel, D. (2022). Desafios do ensino online em instituições de ensino superior em tempos de Covid-19. Revista Eletrónica de Investigação e Desenvolvimento, 13(2), 2- 12.
Conrad, D. (2008). Situating prior learning assessment and recognition (PLAR) in an online learning environment. In T. Anderson (Ed.). The theory and practice of online learning (p. 75-90). Canada: Au Press.
Gagné, R. M., Briggs, L. J. & Wager, W. W. (1992). Principles of instructional design. New York: Harcourt Brace College Publishers.
Garbe, A., Ogurlu, U., Longan, N. & Cook, P. (2020). COVID-19 and remote learning: Experiences of parents with children during the pandemic. American Journal of Qualitative Research, 4 (4), 45-65. https://doi.org/10.29333/ajqr/8471
Hermida, J. F. & Bonfim, C. R. S. (2006). A educação à distância: história, concepções e perspectivas. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n. especial, p.166–181.
Holmberg, B. (2003). A theory of distance education based on empathy. In M. G. Moore. & W. G. Anderson (Eds.). Handbook of Distance Education (p. 79-87). New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates, Inc., Publishers.
Keplinger, G. & Spann, H. W. (2021). Interaction types in distance learning: Experiences and perspectives of Austrian EFL student teachers. Pädagogische Horizonte, 5 (2), 1-21.
Munzil, Y. A. & Kharismaliyansari, K. (2022). Development of android-based interactive multimedia based on interaction of living things with the environment: Topic for seventh grade junior high school to improve student’s learning motivation. In S. Wonorahardjo, S. Karmina & Habiddin (Eds). Improving Assessment and Evaluation Strategies on Online Learning (p. 23-28). Routledge.
Neeleman, W. Nhavoto, A. (2003). Educação à distância em Moçambique. Revista Brasileira de Aprendizagem Aberta e a Distância, São Paulo.
Nhatuve, D. & Bwetenga, T. R. (2021). Sociocultural and domestic influences to online learning in developing countries. Revista Portuguesa de Investigação Educacional, n.º 21, 1-19.
Nhatuve, D. (2021). Institutional policies and online education in developing countries: Challenges for a globalizing education/University. In M. J. Loureiro, A. Loureiro & H. R. Gerber (Eds) Handbook of Research on Global Education and the Impact of Institutional Policies on Education Technologies (p. 289-305). Pennsylvania: IGI Global.
Ong, S. G. T. & Quek, G. C. L. (2023). Enhancing teacher–student interactions and student online engagement in an online learning environment. Learning Environments Research, 26, 681–707. https://doi.org/10.1007/s10984-022-09447-5.
Saba, F. (2003). Distance education theory, methodology, and epistemology: A pragmatic paradigm. In M. G. Moore & W. G. Anderson (Ed.). Handbook of Distance Education (p. 3-20). New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates, Inc., Publishers.
Samsu, A., Rahma, A. H. (2025). The role of parental involvement in promoting education for sustainability in primary schools. Asian Education and Development Studies, 14 (3), 563–578. https://doi.org/10.1108/AEDS-07-2024-0151
Simonson, M. & Bauck, T. (2003). Distance education policy issues: Statewide perspectives. In M. G. Moore & W. G. Anderson (Eds.). Handbook of Distance Education (p. 417-425). New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates, Inc., Publishers.
Simonson, M., Schlosser, C. & Hanson, D. (1999). Theory and Distance education: A New Discussion. The American Journal of Distance Education, 13(1), 60-75. https://doi.org/10.1080/08923649909527014
Silveira, F. (2025). A Educação a Distância Caminha no Sentido de uma Educação sem Distâncias. Revista Brasileira de Aprendizagem Aberta e a Distância, 24(3). https://doi.org/10.17143/rbaad.v24i3.762
Singh, D. (2021). Evaluation strategies in distance education. Webology, 18 (3), 375-381. 20220212055542pmwebology 18 (3) - 76 pdf.pdf
Suryawanshi, V. & Suryawanshi, D. (2021). Fundamentals of e-learning models: A review. IOSR Journal of Computer Engineering (107-120). https://api.semanticscholar.org/CorpusID:15340931
Thurmond, V. & Wambach, K. (2004). Understanding interactions in distance education: A review of the literature. International Journal of Instructional Technology & Distance Learning. Understand Interaction (itdl.org). https://www.researchgate.net/publication/313196528_
UNESCO (2020). Estratégias de ensino a distância em resposta ao fechamento das escolas devido à COVID-19. UNESCO – COVID-19 Resposta educacional. Nota Informativa n. 2.1 – Setor de Educação. https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000373305_por.
Wang, X., Yao, J., & Zhou, S. (2022). Does housework help improve academic performance? An empirical analysis on the influence of participation in housework on academic performance of primary and middle school students. Best Evidence in Chinese Education, 10(1):1283-1301.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Carla Sechene, Uaite Primeiro, Sualé Amade, Diocleciano Nhatuve

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License. A revista segue a política para Periódicos de Acesso Livre, oferecendo acesso livre, imediato e gratuito ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona mais democratização internacional do conhecimento. Por isso, não se aplica taxas, sejam elas para submissão, avaliação, publicação, visualização ou downloads dos artigos. Além disso, a revista segue a licença Creative Common (CC BY) permitindo qualquer divulgação do artigo, desde que sejam referenciados o artigo original. Neste sentido, os autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos: A) Os autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License (CC BY), permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista. B) Autores têm autorização para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional e não institucional, bem como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista. C) Autores sãoo estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: repositórios online ou na sua página pessoal), bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
