Educação, saúde e ambiente como vetores estruturantes do desenvolvimento sustentável em Portugal
DOI:
https://doi.org/10.14571/brajets.v18.n4.1415-1424Palavras-chave:
Educação, saúde, ambiente, desenvolvimento sustentável, ODS, sociedadeResumo
O desenvolvimento sustentável pressupõe um equilíbrio entre crescimento económico, inclusão social e preservação ambiental, sendo a educação, a saúde e o ambiente os seus pilares fundamentais. Em Portugal, a implementação de políticas públicas sustentáveis tem vindo a integrar estas três dimensões de forma progressiva, alinhando-se com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, especialmente os ODS 3 (Saúde de Qualidade), 4 (Educação de Qualidade) e 13 (Ação Climática). A educação desempenha um papel central na promoção da cidadania ambiental e na capacitação das novas gerações para práticas sustentáveis. A integração da educação ambiental nos currículos escolares, bem como o incentivo à investigação e inovação, têm contribuído para uma maior consciência ecológica. A saúde, por sua vez, está intimamente ligada ao meio ambiente. A exposição a poluentes, as alterações climáticas e o acesso desigual a cuidados de saúde representam desafios que exigem uma abordagem intersectorial. Em Portugal, políticas como o Plano Nacional de Saúde e estratégias locais de promoção da saúde ambiental demonstram uma crescente atenção a esta interligação. Finalmente, a proteção do ambiente tem vindo a ganhar relevância através de medidas de conservação da biodiversidade, gestão de resíduos e transição energética. O compromisso com a neutralidade carbónica até 2050 reflete esta prioridade. Assim, a articulação entre educação, saúde e ambiente é crucial para garantir um modelo de desenvolvimento sustentável em Portugal, promovendo o bem-estar atual e futuro da população. Este trabalho apresenta uma revisão narrativa da literatura, com enfoque descritivo e interpretativo sobre estes três pilares.
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